Olha, o domingo em Goodison não foi apenas uma vitória para o Everton; foi uma humilhação pública para o Chelsea. Uma goleada de 3-0, com Beto marcando dois gols, parecia menos um jogo da Premier League e mais um funeral de caixão aberto para as fracas esperanças que Mauricio Pochettino tinha de encontrar consistência nesta temporada. Depois da eliminação na Champions League, você pensaria que o Chelsea mostraria alguma garra. Em vez disso, eles desmoronaram. De novo.
Beto, um jogador que tem sido principalmente um projeto desde sua chegada no verão, finalmente pareceu o atacante pelo qual Sean Dyche pagou. Seu primeiro gol, uma cabeçada certeira aos 58 minutos, veio de um cruzamento preciso de Dwight McNeil. Foi um gol de centroavante de verdade, o tipo que os torcedores do Everton têm desejado. E seu segundo, uma finalização clínica aos 76 minutos, mostrou a velocidade e a força que o destacaram na Itália. Antes de domingo, nenhum jogador do Everton havia marcado mais de um gol em um jogo durante toda a temporada. Beto mudou isso e, ao fazê-lo, pode ter poupado Dyche de algumas dores de cabeça na janela de transferências de janeiro.
**A Miragem do Meio-Campo do Chelsea**
A questão é a seguinte: o meio-campo do Chelsea, supostamente sua força, parecia completamente perdido. Enzo Fernández, um jogador de £106 milhões, foi amplamente anônimo. Moisés Caicedo, outro investimento colossal de £115 milhões, ofereceu pouca proteção, permitindo que os atacantes do Everton avançassem pelo meio repetidamente. Os Blues conseguiram 14 chutes, mas apenas três foram no alvo. Isso é um retorno terrível para uma equipe com o talento ofensivo que eles teoricamente possuem. Cole Palmer, sua estrela mais brilhante recentemente, parecia isolado e frustrado, recuando constantemente apenas para tocar na bola. Minha opinião? O Chelsea nunca competirá verdadeiramente por um título com Enzo e Caicedo como seus principais destruidores. Eles são muito parecidos, nenhum oferece mordida defensiva suficiente, e isso deixa sua defesa constantemente exposta, como vimos quando Abdoulaye Doucouré passou facilmente para o terceiro gol do Everton aos 90 minutos.
O Everton, por sua vez, jogou com uma intensidade que o Chelsea não conseguiu igualar. Eles venceram mais duelos, pressionaram mais alto e realmente pareciam um time lutando por suas vidas. James Tarkowski e Jarrad Branthwaite foram imensos na defesa, anulando o pouco que o Chelsea criou. Jordan Pickford, no gol, teve uma tarde relativamente tranquila, o que diz mais sobre a falta de dentes do Chelsea do que qualquer outra coisa. Dyche incutiu uma garra neste time dos Toffees que estava completamente ausente sob Frank Lampard. Eles podem não ser bonitos, mas são eficazes, principalmente em casa. Esta goleada de 3-0 segue a vitória por 2-0 sobre o Nottingham Forest apenas algumas semanas antes. Goodison está se tornando uma fortaleza novamente, e isso é um crédito para Dyche.
Falando sério: o Chelsea precisa de uma séria introspecção. Isso não é apenas uma má fase; é um problema profundo com a construção do elenco e a identidade tática. Sua farra de gastos rendeu zero coesão, e Pochettino parece cada vez mais um homem sem respostas. Para o Everton, isso foi mais do que três pontos; foi uma declaração.
Previsão ousada: o Chelsea terminará fora dos oito primeiros nesta temporada, e Pochettino não terminará o ano.