Olha, o Chelsea tem sido uma bagunça há um tempo. Todos nós sabemos disso. Ser eliminado da Liga dos Campeões pelo Borussia Dortmund nas oitavas de final foi apenas a mais recente indignidade. Mas o que aconteceu em Goodison Park no sábado? Isso foi algo diferente. O Everton, um time que não conseguia marcar um gol na maior parte da temporada, os despedaçou completamente, uma demolição por 3 a 0 que parecia uma verdadeira surra à moda antiga de Goodison.
E Beto, a contratação de verão que parecia um pouco perdido às vezes, finalmente apareceu. O grandalhão marcou dois gols, tornando-se o primeiro jogador do Everton a marcar mais de uma vez em um jogo em toda a temporada. Pense nisso por um segundo. É 9 de dezembro. Ninguém neste time havia conseguido um doblete até que Beto decidiu se transformar no Duncan Ferguson de antigamente por 90 minutos. O primeiro, uma cabeçada forte aos 55 minutos de um cruzamento de Dwight McNeil, foi pura força. O segundo, aos 78, foi uma finalização limpa após uma defesa caótica do Chelsea. Abdoulaye Doucouré, que tem sido o jogador mais consistente do Everton, marcou o primeiro gol aos 35 minutos, finalizando após uma bola longa de Jordan Pickford que causou todo tipo de problema.
**A Calamidade do Chelsea Continua**
A questão é a seguinte: o Chelsea parecia completamente sem rumo. Mauricio Pochettino gastou aproximadamente um bilhão de dólares neste elenco, e eles jogam como um bando de estranhos que se conheceram cinco minutos antes do pontapé inicial. Eles tiveram 65% de posse de bola, mas conseguiram apenas dois chutes a gol durante todo o jogo. Enzo Fernández, comprado por €121 milhões, parecia anônimo. Raheem Sterling, um suposto líder veterano, não ofereceu nada. Isso não é apenas sobre má sorte ou um jogo difícil. Isso é sistêmico. Eles agora perderam três dos últimos cinco jogos da Premier League, sofrendo sete gols nessas derrotas. Isso é uma defesa em forma de rebaixamento de um time com aspirações ao título, ou pelo menos, o que costumavam ser aspirações ao título.
É claro como o dia: o maior problema do Chelsea não é o seu treinador, nem mesmo os jogadores individualmente. É a estratégia de recrutamento. Eles estão comprando nomes chamativos sem qualquer pensamento sobre como eles se encaixam. É como construir um supercarro com peças de dez fabricantes diferentes e esperar que ele vença corridas. A janela de transferências de janeiro precisa ser sobre se livrar de peso morto e trazer alguma liderança real, não apenas mais um ponta de £100 milhões. Este é um time que carece de espinha dorsal, de voz e de qualquer identidade real.
**A Nova Faísca do Everton**
Para o Everton, isso foi enorme. Eles têm lutado contra o rebaixamento por duas temporadas seguidas, e o início desta não foi muito melhor. Mas Sean Dyche os organizou, os deixou tenazes e, agora, finalmente, marcando gols. Antes de sábado, eles haviam marcado apenas 12 gols em 15 jogos da liga. Marcar três contra o Chelsea, independentemente dos problemas do Chelsea, é um grande impulso. A torcida em Goodison estava elétrica, uma verdadeira atmosfera de antigamente. Eles viram um time lutando, vencendo divididas e realmente parecendo perigoso no ataque.
Beto pode não ser o atacante mais tecnicamente talentoso, mas ele é um problema. Ele corre pelos lados, segura a bola e, o mais importante, finaliza quando as chances aparecem. Esta vitória os empurra para o 10º lugar na tabela, uma posição que parecia um sonho distante algumas semanas atrás. Eles agora venceram quatro dos últimos cinco jogos da liga, uma sequência que os faria brigar por uma vaga na Europa se tivesse acontecido antes. Este time do Everton, sob Dyche, encontrou uma garra que faltava há muito tempo.
Aqui está a minha opinião: o Chelsea terminará fora da primeira metade da Premier League nesta temporada. Eles são muito desorganizados, muito frágeis e muito mal construídos para fazer uma corrida séria por qualquer coisa.