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Chelsea de Rosenior: Uma Descida Familiar à Decepção

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📅 22 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 22/03/2026 · Liam Rosenior: É um momento decepcionante para o clube

Liam Rosenior estava na linha lateral do Goodison Park, mãos nos bolsos, olhando para o vazio enquanto o Everton celebrava seu terceiro gol. Mais um dia fora de casa, mais um golpe para o Chelsea. "Decepcionante" foi a palavra que ele usou, e francamente, parecia um eufemismo. Uma derrota por 3 a 0 para um time do Everton que havia conseguido apenas duas vitórias em seus últimos dez jogos da liga antes de domingo? Isso não é apenas decepcionante; beira o embaraçoso para um clube que gastou mais de £400 milhões na janela de transferências de verão.

Os problemas são gritantes e não são novos. O Chelsea agora perdeu pontos em cinco de suas últimas seis partidas da Premier League, uma sequência que começou com a goleada de 4 a 1 para o Newcastle em 25 de novembro. Eles sofreram 25 gols em 16 jogos da liga nesta temporada, o que é mais do que times como Wolves e Fulham. Veja bem, você pode falar sobre "transição" o quanto quiser, mas este é um time que conta com Raheem Sterling, Enzo Fernandez e um Moises Caicedo de £100 milhões. Eles não deveriam estar sofrendo gols como um balde furado contra adversários de meio de tabela. Os erros individuais, a falta de coesão, é tudo tão... consistente.

**O Caminho à Frente Parece Acidentado**

É o seguinte: Rosenior pode ser um bom treinador em formação, mas ele herdou uma bagunça e não está exatamente fazendo-a brilhar. Eles conquistaram apenas 19 pontos nesta temporada. Para colocar isso em perspectiva, neste exato momento na temporada passada, sob Graham Potter e depois Bruno Saltor, o Chelsea tinha 24 pontos. Eles terminaram em 12º. Este ritmo atual os projeta para um final ainda pior. E não são apenas os resultados; é a maneira das derrotas. Contra o Everton, eles tiveram 72% de posse de bola, dispararam 16 chutes, mas acertaram apenas cinco no alvo. Abdoulaye Doucouré, Jack Harrison e Beto balançaram as redes para o Everton, muitas vezes com surpreendente facilidade, dada a formação defensiva do Chelsea.

Estou dizendo, a noção romântica de trazer jovens talentos e deixá-los florescer é nobre, mas parece que o Chelsea está fazendo isso sem qualquer estrutura real ou liderança em campo. Fernandez, apesar de todo o seu talento, parece sobrecarregado às vezes. Caicedo, que chegou por aquela taxa exorbitante do Brighton em 14 de agosto, ainda não dominou verdadeiramente um jogo com a camisa azul. O meio-campo parece desarticulado, o ataque carece de um toque clínico e a defesa é uma fonte constante de ansiedade. É difícil de assistir.

**Para Onde Rosenior Vai a Partir Daqui?**

Falando sério: Rosenior está sob imensa pressão, e ela só vai aumentar. Em seguida, eles recebem o Sheffield United no sábado, 16 de dezembro, o que *deveria* ser três pontos relativamente fáceis contra o último colocado da liga. Mas então eles viajam para enfrentar o Wolves na véspera de Natal, e depois disso, é em casa contra o Newcastle e depois fora contra o Luton. Esses jogos contra Wolves e Newcastle poderiam facilmente fazer com que perdessem mais pontos se jogarem como fizeram no Goodison.

Minha opinião? O Chelsea não terminará na metade superior da Premier League nesta temporada. Eles são muito inconsistentes, muito propensos a erros individuais e carecem da força mental para conseguir uma sequência de vitórias. Rosenior terá tempo, talvez até o final da temporada, mas a paciência do grupo de proprietários não é infinita. Se as coisas não melhorarem drasticamente até fevereiro, estaremos falando sobre outra mudança de treinador em Stamford Bridge.