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Caos do VAR: Por que o Bournemouth Ganhou um Presente e o United Foi Roubado

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📅 21 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 21/03/2026 · Revisão do VAR: Por que o Bournemouth recebeu um pênalti, mas o Man United não?

Olha, todos nós já vimos algumas decisões do VAR que nos fizeram coçar a cabeça nesta temporada. Mas a sequência no Vitality Stadium em 13 de abril, onde o Bournemouth conseguiu um empate em 2 a 2 contra o Manchester United, pareceu uma aula de inconsistência. Dois lances de mão, dois resultados completamente diferentes, e os torcedores do United estão, com razão, furiosos.

Primeiro, vamos falar sobre o pênalti que *não* foi dado ao United. Alejandro Garnacho cruza, e a bola claramente atinge o braço estendido de Adam Smith. Ora, as repetições mostraram que o braço de Smith estava afastado do corpo, criando uma silhueta antinatural. Foi um movimento claro de bloqueio. O árbitro Tony Harrington mandou o jogo seguir, e o VAR Peter Bankes — após uma rápida verificação — concordou. Sem pênalti. Tudo bem, se você acredita na bobagem de "proximidade" ou "intenção", talvez consiga forçar a vista e enxergar. Mas pareceu uma decisão fraca, especialmente considerando o que veio depois.

A questão é a seguinte: minutos depois, o roteiro muda. Ryan Christie chuta, e a bola desvia no braço de Kobbie Mainoo. O braço de Mainoo estava junto ao corpo, em uma posição que parecia natural de corrida. A bola mal percorreu trinta centímetros antes de atingi-lo. Harrington, novamente, inicialmente mandou o jogo seguir. Mas desta vez, o VAR interveio. Bankes enviou Harrington para o monitor para uma revisão. E após uma longa análise, um pênalti foi concedido ao Bournemouth. Dominic Solanke converteu, fazendo 2 a 1, e finalmente garantindo um ponto crucial para os Cherries. O placar final foi 2 a 2, e o United perdeu dois pontos vitais em sua busca por uma vaga na Europa, ficando em sétimo lugar na tabela da Premier League com 50 pontos após 32 jogos.

A inconsistência é enlouquecedora. Como um lance de mão mais flagrante pode ser ignorado, enquanto um menos impactante, aparentemente natural, é punido? As próprias diretrizes da Premier League falam sobre "posição antinatural" e "aumentar o corpo". O braço de Smith se encaixava perfeitamente nessa descrição. O de Mainoo? Nem tanto. É quase como se a sala do VAR tivesse um alvo para decidir qual interpretação das regras eles usarão em qualquer sábado. Isso não é apenas sobre o United; é sobre a integridade do jogo. Os torcedores querem clareza, não um cara ou coroa.

E sejamos realistas, este não é um incidente isolado para o United nesta temporada. Lembram-se do jogo contra o Wolves em agosto, onde Andre Onana claramente trombou com Sasa Kalajdzic na área? Nenhum pênalti foi marcado, apesar de uma falta clara. Ou a ridícula marcação de impedimento contra Marcus Rashford contra o Nottingham Forest em dezembro, que anulou um gol perfeitamente válido. Parece que o United tem sido o lado prejudicado em mais do que sua cota justa de decisões questionáveis do VAR.

Esse tipo de arbitragem corrói a confiança. Faz você se perguntar se o padrão de "erro claro e óbvio" ainda existe, ou se é apenas uma frase que os árbitros do VAR usam quando querem se envolver. O Bournemouth mereceu crédito pela sua luta, e Solanke foi clínico com seu pênalti, seu 17º gol na temporada. Mas o jogo não deveria ter sido decidido por uma diferença tão gritante de interpretação.

Aqui está minha opinião: Enquanto os árbitros do VAR não forem forçados a explicar suas decisões publicamente, após o jogo, em tempo real, essa inconsistência continuará. A transparência é a única maneira de consertar essa bagunça. Caso contrário, continuaremos vendo times sendo roubados, e os árbitros continuarão a se esconder atrás de suas telas. Prevejo que, nas próximas duas temporadas, veremos os árbitros da Premier League com microfones e explicando suas decisões do VAR ao vivo nos estádios, assim como no rugby. É a única maneira de trazer responsabilidade a toda essa farsa.